Le Havre quer recuperar o seu lugar como grande porto de transhipment no Norte da Europa para a Irlanda, o Reino Unido, Portugal e o Norte de Espanha.

O porto francês, que no ano passado movimentou 2,4 milhões de TEU (34% dos quais com origem na China), pretende recuperar o tempo perdido com os conflitos sociais em torno da reforma do trabalho portuário e propõe-se duplicar o tráfego num horizonte de três a quatro anos.

O objectivo foi anunciado pelo presidente da administração de Le Havre, no âmbito de uma visita que uma delegação do porto está a fazer a vários hub asiáticos.

Nos últimos três anos La Havre foi afectado por várias paralisações, com os sindicatos a contestarem a reforma do trabalho portuário. O processo ficou encerrado no início de Maio passado, quando os operadores dos pórticos passaram da administração portuária para as empresas de operação portuária (que já empregavam os restantes estivadores).

Desde então, garantiu o presidente do porto (agora um landlord port), a produtividade das operações cresceu mais de 30%.

Para dobrar os volumes movimentados, Le Havre conta com a continuada vitalidade das economias francesa e alemã e com as importações da China.

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