Mesmo com os contentores em baixa, o porto de Leixões prepara-se para encerrar o ano com um novo máximo de cargas movimentadas, na casa dos 18,5 milhões de toneladas. No final de Novembro somava 17,3 milhões.

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Não fosse a quebra de cerca de 500 mil toneladas (8,7%) na carga contentorizada, essencialmente por culpa da forte retracção das exportações para Angola, e 2015 bem poderia ser um ano excepcional para o porto nortenho, com (quase) todos os segmentos de carga a crescerem a dois dígitos.

Os granéis líquidos, que em tempos recentes travaram maiores ganhos, dão agora o mote para o crescimento, com um avanço acumulado de 11,2% para a casa dos 7,7 milhões de toneladas. Curiosamente, num recente encontro com agentes de navegação, o presidente da APDL, Brogueira Dias, alertava para o facto de a capacidade do terminal petroleiro estar nos limites e de a monobóia precisar de uma revisão profunda…

Em forte alta estão também os granéis sólidos (sobem 11,2% para cerca dos 2,3 milhões de toneladas) e a carga geral fraccionada (mais 12,4% para cima das 900 mil toneladas).

Excepcional continua a ser o comportamento da carga ro-ro. Nos primeiros 11 meses do ano dispara 73,7% e já vale perto de 650 mil toneladas.

Para o final do ano, a APDL espera chegar aos 18,5 milhões de toneladas, cerca de 5% acima do recorde de 2014. Poderia ser ainda melhor, não fossem os contentores, mas assim o terminal de contentores de Leixões estaria permanentemente congestionado, sublinhava, em jeito de consolação o presidente da APDL, no referido encontro.

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