Dentro de dois anos, o porto de Leixões poderá movimentar 860 mil TEU/ano, em resultado de um investimento de 43,4 milhões de euros da Yilport, concessionária do terminal.

Quase dois anos sobre o anúncio do acordo de renegociação da concessão do terminal de contentores de Leixões, a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, e o presidente do Grupo Yildirim, Robert Yildirim, assinalaram hoje, formalmente, o início das obras de ampliação do Terminal de Contentores Sul do porto nortenho.

O investimento ascende a 43,4 milhões de euros e acrescentará 210 mil TEU à capacidade actual (440 mil TEU). Em termos globais, Leixões passará dos 650 mil TEU de capacidade instalada (que na prática já supera de forma sistemática – no ano passado fez mais de 660 mil TEU) para 860 mil TEU/ano.

O espaço físico da concessão não aumenta, o que muda é a sua utilização. A plataforma para contentores cheios será alargada em cerca de dois hectares, com a criação de três novos blocos operados com seis e-RTG controlados remotamente; será criada uma nova área de depósito de vazios; instalar-se-á um terminal ferro-marítimo com duas linhas.

As obras, urgentes para responder à procura actual e a que se perspectiva no futuro, terão de estar concluídas em Março de 2021. Em compensação pelo investimento realizado, a concessão foi prolongada em cinco anos, recorde-se.

Na hora dos discursos, a ministra do Mar realçou a particular importância de Leixões pela sua proximidade ao tecido empresarial da região em que se insere. E destacou também o bom cumprimento, ou mesmo superação, dos objectivos de crescimento do tráfego de contentores previstos na Estratégia para o Aumento da Competitividade Portuária. Ana Paula Vitorino sublinhou também o investimento do Grupo Yildirim em Portugal, não apenas em Leixões, mas também nos outros portos onde está presente, num total de 350 milhões de euros.

Antes, Robert Yildirim, o fundador do grupo que ostenta o seu nome, lembrou o rápido crescimento da Yilport, desde a sua criação, em 2004, até ao 12.º lugar entre os maiores operadores mundiais de terminais de contentores. E garantiu que o grupo turco está em Portugal – e em Leixões- para ficar.

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