O porto de Leixões atingiu no ano passado os maiores volumes de sempre nas cargas contentorizada e ro-ro. Mas não repetiu o recorde global de 2018.

Ao arrepio da tendência nacional, o porto nortenho superou em 2018 os 6,6 milhões de toneladas de carga contentorizada, ganhando 8% face ao realizado em 2017 e acrescentando 286 mil toneladas ao máximo histórico de 2016.

O movimento de contentores cresceu 4,3% em termos homólogos, para 659 046 TEU, um novo máximo absoluto, superando o recorde de 2014. Então como agora, a instabilidade laboral no porto de Lisboa deu uma ajuda.

Em alta esteve também a carga ro-ro, onde Leixões reclama a liderança nacional. Foram movimentadas 1,15 milhões de toneladas, mais 9% que em 2017.

“O crescimento da carga contentorizada e do tráfego roll-on/roll-off em Leixões é resultado directo do esforço que o nosso porto tem vindo a desenvolver junto de diferentes companhias, que confiaram e apostam em nós com novas escalas, novas rotas e novos navios”, comentou a APDL, em comunicado.

Os granéis sólidos também fecharam o ano positivos, com um ganho homólogo de 9%, para cerca dos 2,6 milhões de toneladas.

Ao invés, os granéis líquidos recuaram 12%, para a casa dos 7,7 milhões de toneladas, “devido à manutenção das refinarias nacionais, em particular na de Matosinhos”.

O comunicado da APDL não refere os números da carga geral fraccionada, mas tudo indica que terão ficado no vermelho, uma vez que no final de Novembro acumulavam uma perda de 14%. Em 2017, contaram-se 1,1 milhões de toneladas.

Do mesmo modo, não é dito o resultado final global do porto nortenho em 2018. Mas é seguro que ficou abaixo do recorde absoluto de 19,5 milhões de toneladas registado no ano anterior.

 

 

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