O Estado vai receber 10,8 milhões de euros de dividendos relativos aos resultados do exercício de 2010 das administrações portuárias de Leixões e de Sines.

No caso de Sines, a transferência para a conta do Estado já foi mesmo efectuada. O porto gerido por Lídia Sequeira rendeu 5,3 milhões de euros aos cofres públicos.

Em Leixões, o accionista Estado decidiu o pagamento de um dividendo de 5,5 milhões de euros, bastante acima do proposto pela administração liderada por Matos Fernandes: 2,6 milhões de euros.

As administrações portuárias de Leixões e Sines serão as únicas a pagar dividendos do exercício de 2010, mas todos os cinco principais do Continente registaram lucros no último ano. Destacou-se Setúbal, com um ganho de 3,3 milhões de euros, enquanto Lisboa lucrou 741 mil euros e Aveiro 527 mil.

O último ano ficou ainda marcado pela redução significativa do passivo das administrações portuárias. Se no início de Janeiro de 2010 apenas Leixões gozava do prestígio de não ter passivo, no final do exercício também Sines e Setúbal tinham endividamento zero.

Para esta boa performance dos principais portos nacionais muito contribuiu o aumento do tráfego de mercadorias (e de passageiros) e a subida significativa das receitas das concessões portuárias.

De acordo com os dados trimestrais da DGTF, no ano passado as concessões nos portos renderam 73 milhões de euros, valor que compara com os 58 milhões de euros registados em 2009.

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