O terminal de cruzeiros de Leixões realizou no domingo a primeira operação de turnaround, envolvendo cerca de 450 passageiros. Ainda este ano poderão ocorrer mais duas.

O navio da MSC Cruises chegou a Leixões proveniente de Santos, Brasil, com cerca de 3 200 passageiros a bordo. 200 turistas terminaram ali a viagem, enquanto outros 250 embarcaram para seguirem no cruzeiro seguinte, até ao porto de Hamburgo.

Guilhermina Rego, presidente da APDL, que assistiu à chegada do navio, destacou a importância das operações de turnaround para a economia local e regional. “Melhora claramente a economia da região, por trazer turistas que vão poder pernoitar aqui e na envolvente, e vai de encontro à estratégia para aumento da competitividade, defendida pela ministra do Mar [Ana Paula Vitorino]”, disse.

Segundo a responsável, o porto de Leixões fechou 2017 com 100 escalas e este ano são já esperadas pelo menos 112, das quais cerca de 50 são inaugurais. Em termos de aumento de passageiros, a APDL estima um crescimento de cerca de 13% este ano, face a 2017, quando registou cerca de 95 mil passageiros – um recorde absoluto.

“Neste tipo de operação [turnaround] estamos a contar com mais duas destas escalas este ano. Tem sido uma aposta deste terminal procurar que as companhias se sintam atraídas para que este tipo de operação ocorra aqui”, acrescentou Guilhermina Rego.

Segundo dados da APDL, desde a sua abertura, em 2011, o terminal de cruzeiros já recebeu 256 escalas e mais de 365 mil turistas.

O terminal dispõe de um cais para navios de cruzeiro até 320 metros de comprimento, um porto de recreio para 170 embarcações, um edifício principal, com 15 mil metros quadrados de área útil, e acesso pedonal para o público em geral.

Na semana passada, no Parlamento, a ministra do Mar disse ter pedido à APDL um estudo sobre a concessão da exploração do terminal de cruzeiros de Leixões, com o objectivo de a entregar a uma entidade especializada e, assim, aumentar significativamente a actividade.

“Não queremos ter 100 escalas. Queremos 200, 300 ou 400 escalas”, afirmou Ana Paula Vitorino, justificando a importância de serem feitas alterações.

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