Cinco anos volvidos sobre o primeiro protocolo, a APDL e a Zaldesa assinaram hoje o contrato-promessa para o investimento do Porto de Leixões na plataforma logística de Salamanca e a instalação da Zaldesa na plataforma logística portuária portuguesa.

À Zaldesa, a APDL cederá o direito de superfície de um lote de 4 500 metros quadrados no pólo 1 (Gonçalves) da plataforma logística de Leixões, e bem assim a utilização de uma nave multiusos que será construída naquela parcela pela administração portuária.

Na inversa, a Zaldesa outorgará à APDL uma parcela de 5 000 metros quadrados no “porto seco” de Salamanca, para a construção (a expensas lusas) de uma nave logística, e bem assim cederá uma participação no seu capital social de cerca de 20%, apurou o TRANSPORTES & NEGÓCIOS.

A entrada da APDL no capital da Zaldesa constituirá o primeiro caso de participação societária de um porto estrangeiro numa plataforma logística espanhola, como frisou o presidente da empresa de Salamanca, Fernando Rodriguez, hoje em Leixões.

O negócio foi já aprovado pelas assembleias gerais da Zaldesa e da APDL. Para a sua concretização faltará apenas a decisão do Conselho de Ministros português, adiantou ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS o presidente da APDL, Brogueira Dias.

Em Leixões, a Zaldesa utilizará a sua nave logística para apoiar as exportações/importações de produtos com origem/destino em Castela e Leão. Ainda não será desta feita, afinal, que se concretizará o entreposto de frio pensado há alguns anos, mas o presidente da APDL continua apostado em que ele se venha a concretizar noutra parcela.

Quanto à construção da nave de Leixões em Salamanca, a decisão ficará à espera do desenvolvimento do “porto seco” local, um projecto que se arrasta há já vários anos, acrescentou aquele responsável.

Comments are closed.