O novo terminal de contentores de Leixões, previsto no Plano Estratégico de Transportes (PET), deverá dispor de fundos de -14 metros, adiantou ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS Brogueira Dias, administrador da APDL.

O novo terminal localizar-se-á junto ao molhe Sul, aproveitando o terminal multiusos ali recentemente construído, e que para o efeito será ampliado. “A frente de cais, actualmente de 180 metros, será prolongada para 550 metros, e será criado um terrapleno com 20 hectares”, disse Brogueira Dias.

Para o efeito, a área actualmente afecta à indústria pesqueira será redimensionada. P administrador da APDL garantiu que “o projecto garante a manutenção de 80% do espaço actual, sendo certo que 50% seria já suficiente para as necessidades actuais da frota pesqueira e que, infelizmente, não se perspectiva um desenvolvimento dessa actividade no futuro próximo”.

Actualmente o porto de Leixões dispõe de fundos de -12 metros. Mas o novo terminal de contentores deverá poder receber navios que exijam fundos de -14 metros, de maiores dimensões, portanto. Para isso, “haverá que proceder a dragagens junto ao cais e na bacia de rotação, e provavelmente teremos mesmo de fazer alguma intervenção no canal de acesso no exterior do porto”.

A APDL está agora a estudar as operações necessárias à implantação do terminal. Para o ano, prevê Brogueira Dias, será o tempo de “estudar o modelo de desenvolvimento e de financiamento do projecto”. Depois ainda, “serão necessários mais uns três anos para termos o terminal operacional, o que remete para 2016/2017”, acrescentou.

O novo terminal deverá ter capacidade para movimentar “entre 500 mil e 600 mil TEU/ano”, o que representará quase duplicar a capacidade actual, considerando os terminais de contentores Norte e Sul.

O PET prevê um investimento de 150 milhões de euros no novo terminal. O administrador da APDL considera que, “provavelmente”, o custo será maior, ainda que não esteja quantificado.

 

 

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