O sector marítimo-portuário concentra 18 dos 30 projectos prioritários elencados pelo GTIEVA, num investimento total previsto de 1,49 mil milhões de euros. A expansão do TCL e do Terminal XXI são prioridades absolutas.

A ampliação do terminal de contentores Sul de Leixões encabeça a lista dos 30 projectos considerados de elevado valor acrescentado. O investimento (avaliado em 38 milhões de euros) há muito vem sendo negociado entre a APDL e a TCL. A ampliação do Terminal XXI de Sines surge na terceira posição absoluta. Também aqui há negociações entre a PSA Sines, a APS e o próprio Governo sobre o investimento de 139 milhões de euros.

O novo terminal de águas profundas de Lisboa, previsto para a Trafaria mas que poderá ir para o Barreiro, surge apenas no sétimo lugar do ranking, com um investimento de 600 milhões de euros. Curiosamente, o GTIEVA propõe investir 46,6 milhões de euros até 2016 no aumento da eficiência do actual terminal de contentores de Alcântara, concessionado à Liscont. É a 12.ª prioridade.

Ainda antes do terminal de águas profundas da capital, surge, em sexto lugar, o investimento de 200 milhões de euros no novo terminal de contentores a -14 metros previsto para Leixões. E, no quarto posto, a melhoria das acessibilidades marítimas e dos fundos nos cais do porto de Setúbal, num investimento avaliado em 25 milhões de euros.

As prioridades elencadas pelo GTIEVA incluem vários investimentos já em curso ou contratados. São os casos do novo terminal de cruzeiros de Leixões (8.ª prioridade), com conclusão prevista o ano corrente; do novo terminal de cruzeiros de Lisboa (11.ª prioridade), que aguarda a assinatura do contrato de concessão; da melhoria das acessibilidades marítimas no porto de Aveiro (13.ª prioridade), cujo investimento já foi praticamente concluído; ou da plataforma logística de Leixões (14.ª prioridade).

Para o porto de Aveiro, o GTIEVA elege ainda a melhoria de infra-estruturas marítimas, a construção do terminal intermodal da ZALI e a expansão da plataforma logística de Cacia (prioridade n.º 15), e a melhoria das condições operacionais dos terminais ro-ro /contentores, granéis líquidos e sólidos e interfaces ferro-portuários (prioridade n.º 19).

Para a Figueira da Foz propõe-se a melhoria das acessibilidades marítimas (prioridade n.º 30). Para Lisboa ainda se sugere a reactivação do cais da Siderurgia Nacional no Seixal (prioridade n.º 28). Para Setúbal, prevê-se a expansão do terminal ro-ro (prioridade n.º 18), já anunciada para avançar este ano. E para os portos do Algarve avança-se a melhoria das acessibilidades marítimas e de condições para a recepção/movimentação de passageiros e mercadorias (prioridade n.º 20).

A navegabilidade do Douro é também contemplada com duas propostas de investimento. Por um lado, a correcção do traçado do canal navegável entre o Pinhão e Pocinho, na foz dos rios Tua e Sabor (prioridade n.º 16) e, por outro lado, a modernização das eclusas nas barragens do rio (prioridade n.º 21). Juntos, os dois projectos representarão investimentos de cerca de 74 milhões de euros.

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