Um novo terminal multiusos e a reformulação do terminal de contentores Norte são as principais novidades do Programa Nacional de Investimentos 2030 para o porto de Leixões.

O PNI 2030 prevê investimentos de 379 milhões de euros para o porto de Leixões. A ser cumprido, dentro de 12 anos o porto nortenho será muito diferente da actualidade.

A construção do novo terminal de contentores com fundos de -14 metros, já previsto no anterior programa de investimentos, mantém-se, claro.

As principais novidades são, pois, a construção de um novo terminal multiusos também com fundos de -14 metros e a reformulação do terminal de contentores Norte.

O novo terminal multiusos substituirá, na prática, o actual, que desaparecerá com a construção do novo terminal de contentores. A nova infra-estrutura localizar-se-á no lado Norte do porto, no prolongamento do terminal de contentores Norte, ocupando uma área actualmente à marina de Leixões (que deverá mudar-se para a área do novo terminal de cruzeiros).

Beneficiando dos trabalhos de aprofundamento do canal de acesso e da baía de rotação a realizar para o novo terminal de contentores, também o novo terminal de multiusos terá fundos de -14 metros. E assim, justifica o Governo na proposta do PNI, serão criadas as condições para “aumentar a oferta para a movimentação de granéis sólidos (nomeadamente agro-alimentares), de carga geral e de ro-ro de maiores dimensões)”.

Melhorias estão também previstas para o terminal de contentores Norte, que integra a concessão da TCL / Yilport Leixões.

A reformulação anunciada permitirá aumentar a capacidade de movimentação de contentores, mas também adaptá-lo à movimentação de outras mercadorias, nomeadamente de carga ro-ro com a instalação de uma rampa.

A Yilport Leixões tem em curso o plano de expansão do Terminal de Contentores Sul, complementado com algumas melhorias no lado Norte, que serão agora levadas mais longe.

Na prática, estas intervenções resolverão, ou pelo menos atenuarão, os constrangimentos operacionais dos actuais terminais, em particular nas zonas situadas na zona interior do porto, permitindo que navios de maiores dimensões, de todos os tipos, demandem o porto nortenho.

Em particular, as operações ro-ro – onde Leixões é líder nacional – sairão beneficiadas. Actualmente, a CLdN opera no terminal multiusos, que já se revela escasso além de sofrer com a descontinuidade territorial com o TCL (que assegura as operações).

A mudança (inevitável com a construção do terminal de contentores) para a outra margem do porto resolverá, à partida, as limitações actuais e permitirá a vinda de navios de maiores dimensões (a CLdN já fez testes no terinal actual).

Além destes investimentos, o PNI 2030 prevê o reforço da capacidade da plataforma logística e a melhoria ambiental nas operações portuárias, em particular na movimentação de granéis sólidos.

 

 

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  1. Há 4 anos que a MINISTRA DO MAR anuncia as obras fruto das renegociações que não terminou em 2018, os espanhóis já renegociaram e fizeram todas as obras nos portos da Andaluzia que são 2 e de Barcelona, vergonha