A Comissão Europeia continua a defender a liberalização total da cabotagem no transporte rodoviário, mas reconhece que o processo será longo e nunca ficará concluído no actual mandato.

“As actuais restrições à cabotagem vão contra o espírito de um mercado único europeu, que garante a todos os cidadão os direitos de trabalhar, viajar e negociar livremente”, reafirmou a porta-voz do vice-presidente da CE e comissário europeu de Transportes, em resposta à iniciativa da Federação Europeia de Trabalhadores de Transportes (ETF) contra a intenção de Bruxelas de liberalizar a cabotagem.

No entanto, acrescentou Helen Kearns, “está claro que as normas de cabotagem devem evoluir no longo prazo, correctamente e em diálogo com os interessados. Esse processo é complexo e demorado, pelo que é difícil tratar a questão no tempo que dura esta Comissão”.

As próximas eleições europeias estão agendadas para o final de Maio do próximo ano. O comissário Siim Kallas anunciara anteriormente a intenção de apresentar no próximo Outono uma proposta sobre o fim das restrições à cabotagem.

Agora, concede a porta-voz do comissário dos Transportes, no curto prazo “o que será possível é melhorar o cumprimento das normas, incluindo os aspectos sociais, para fazer com que o mercado funcione melhor, para benefício tanto dos que trabalham no sector como da economia da UE em geral. Este será o elemento-chave de qualquer acção nos próximos meses”.

Os sindicatos dos trabalhadores dos transportes rodoviários – e também muitos empresários – temem os efeitos da liberalização da cabotagem na no sector, nomeadamente por permitir a operação sem limites nos mercados nacionais de transportadores com custos sociais e laborais significativamente mais baixos.

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