Mesmo com a oferta de 85% das licenças de emissão de CO2, em 2012, as companhias aéreas terão de gastar milhões para cumprirem com o regime comunitário de comércio de emissões.

As companhias aéreas europeias terão de pagar cerca de 17,5 mil milhões de euros, entre 2012 e 2012, para comprarem as licenças de emissão de CO2. A previsão é de várias associações do sector, entre elas a AEA.

Os números agora avançados pretendem ser uma resposta ao anúncio pela Comissão Europeia de que iria oferecer às companhias aéreas licenças de emissão de CO2 num valor equivalente a 20 mil milhões de euros.

Na mesma linha, a Standard & Poor’s estima que as companhias aéreas terão de desembolsar 1,3 mil milhões de dólares para comprar os direitos de emissões poluentes que lhes faltarão.

Entre as companhias europeias, a British Airways deverá ser a mais castigada com a nova factura. Uma previsão avançada ainda antes da comunicação de Bruxelas apontava para um valor anual de perto de 50 milhões de euros a ser suportado pela companhia britânica.

Num ranking estabelecido pela Thomson Reuters Point Carbon, e citado pelo “FT”, a Lufthansa surge em segundo lugar, com um encargo extra de perto de 34 milhões de euros, e a Iberia é terceira, com 25 milhões de euros. A Delta Airlines será a companhia norte-americana mais penalizada, com 23 milhões de euros, enquanto a United terá de pagar 19 milhões. A Ryanair, número um entre as low cost, suportará cerca de 17 milhões de euros/ano.

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