A construção da linha de caminho-de-ferro que há-de ligar os distritos de Moatize e de Macuse e do porto de Macuse aguarda o financiamento para avançar, afirmou o ministro dos Transportes e Comunicações de Moçambique, Carlos Mesquita.

“Actualmente está-se na fase de angariação de financiamentos, dando-se início aos trabalhos de construção quando estiverem reunidas todas as condições”, precisou o ministro.

O consórcio Thai Moçambique Logística, liderado por José Pires da Fonseca, aposta em iniciar os trabalhos em 2016 e arrancar com a operação, se possível, logo em 2018. O projecto contempla a construção de uma ligação ferroviária com 500-600 quilómetros de extensão, entre as minas de carvão de Moatize e a costa da Zambézia, onde será construído um porto de águas profundas para escoar o minério, na localidade de Macuse.

A solução “low cost” apresentada pelo gestor português em Novembro do ano passado, contempla uma infra-estrutura capaz de receber comboios de 32 toneladas por eixo, o que permitirá o escoamento de 25 milhões de toneladas/ano, numa primeira fase.

O consórcio Thai Moçambique Logística é controlado pela empresa tailandesa Italthai Industrial Company Limited, com uma participação de 60%, e integra também a estatal Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), com 20%, e o grupo empresarial Corredor de Desenvolvimento da Zambézia (Codiza), também com 20%.

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