Nos primeiros oito meses de operação, a Linha de Sena escoou um milhão de toneladas de carvão de Moatize (Moçambique). Até ao final do ano, deverá somar mais cinco milhões.

Oito meses de operação sem qualquer descarrilamento e um milhão de toneladas. Assim se pode resumir o transporte ferroviário de carvão entre as minas de Moatize, na província de Tete, e o porto da Beira, em Moçambique.

A operação é assegurada pela Vale Moçambique, que para o efeito dispõe de uma frota de 32 locomotivas e 638 vagões. Um comboio-tipo é composto por duas locomotivas e 42 vagões.

Desde que iniciou a actividade, a brasileira Vale já exportou 770 mil toneladas de carvão moçambicano através do porto da Beira, para a Índia, Japão, Coreia, China e África do Sul. O investimento em equipamentos de carga no terminal de carvão provisório do porto permitiu entretanto reduzir de mais de 30 para apenas dois dias o tempo de operação dos navios.

Além da Vale, também a Rio Tinto está já a utilizar a Linha de Sena para escoar o seu carvão. As primeiras cargas foram encaminhadas na semana passada para o porto da Beira.

Até ao final do ano prevê-se que a Vale escoe mais quatro milhões de toneladas de carvão pela ferrovia, enquanto a Rio Tinto deverá expedir mais um milhão de toneladas. Algo só possível porque a Linha de Sena, com uma extensão de 574 quilómetros, continua a beneficiar obras de melhoria para aumentar a sua capacidade.

Mas nem só de carvão viverá a Linha de Sena. A Companhia de Sena está a arrancar com a expedição de melaço, com dois comboios semanais, e decorrem as negociações com a CFM-Centro para carregar também açúcar para o porto da Beira.

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