O Ministério das Infraestruturas anunciou no Twitter a modernização de 58 quilómetros da Linha do Douro. Mais 42 que os contratados pelo ministro.

Modernização da Linha do Douro até à Régua só depois de 2020

Lapso, excesso de zelo ou “wishful thinking”? O ministério de Pedro Marques anunciou na rede social Twitter a electrificação e renovação integral de 58 quilómetros da Linha do Douro (entre Caíde e Régua), quando na verdade apenas foram contratados os trabalhos entre Caíde e Marco de Canaveses, numa distância de 16 quilómetros.

A diferença foi constatada pelo “Público”. Questionado, o Ministério do Planeamento e das Infraestruturas remeteu para a apresentação do ministro na consignação das obras, onde se assume um atraso de dois anos na modernização dos 42 km entre Marco e Régua.

Atrasos e mais atrasos

Portanto, a obra que no Twitter já está em execução, afinal, só deverá ser contratada em 2019 e adjudicada em 2020. Isto quando o Ferrovia 2020 previa que os trabalhos se iniciassem em Junho deste ano para terminarem em Setembro do próximo.

Os atrasos são, de resto, uma recorrência na Linha do Douro.

A modernização e electrificação do troço Caíde – Marco de Canaveses, recorde-se, foi inicialmente consignada em Maio de 2015, ainda pela Refer, ao consórcio Isolux/Corsan, para ser realizada num prazo de 450 dias…

O PETI 3+, apresentado em 2015, previa que até 2020 a modernização e electrificação da Linha do Douro chegaria ao Pocinho. Mas agora, o troço de 70 quilómetros entre a Régua e o Pocinho não está sequer equacionado na proposta da Infraestruturas de Portugal para o Programa Nacional de Investimentos para o horizonte 2030.

 

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