Com as obras de expansão quase concluídas, a Linha do Sena, Moçambique, voltou a ser vítima das chuvas torrenciais, que impediram a circulação durante quatro dias.

O director ferroviário da estatal Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique-Centro, Boaventura Mahave, referiu ao “Notícias”, do Maputo, que as chuvas que se verificam desde o início do ano, particularmente no Baixo Zambeze, provocaram a destruição de cerca de 350 metros de via, em três pontos do traçado, arrastando o balastro, arrancando os carris e abrindo crateras na plataforma.

A circulação esteve interrompida entre quarta-feira e sábado da semana passada.

A Linha do Sena liga a região carbonífera de Moatize, província de Tete, ao porto da Beira, província de Sofala.

Segundo Mahave, circulam diariamente na linha de Sena entre sete e oito composições, transportando entre 18,5 mil e 21 mil toneladas de minério, pelo que durante os quatro dias de paralisação ficaram por transportar 74 mil toneladas.

Decorrem entretanto obras de expansão da capacidade da via, de 6,5 milhões para 20 milhões de toneladas/ano, a cargo do consórcio entre as empresas portuguesas Mota-Engil e Edivisa (Grupo Visabeira), num projecto com um custo estimado em 163 milhões de euros e que deverá ficar concluído este ano.

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