A reconstrução da linha ferroviária do Sena, que liga a província de Tete ao porto da Beira, só deverá ficar concluída no início de 2013, segundo o presidente da Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), Rosário Mualeia.

A obra de renovação da linha está actualmente a cargo da empresa pública CFM, depois de o governo moçambicano ter retirado a adjudicação do projecto ao consórcio indiano Ricon, formado pelas empresas estatais Rites e Ircon, pelo incumprimento dos prazos e pela deficiente qualidade dos trabalhos realizados.

A reconstrução da linha do Sena deveria ter ficado concluída em 2009.

A via é fundamental para o transporte de carvão da província de Tete para o porto da Beira, em Sofala, escoando os minerais extraídos em Moatize pelas empresas Vale e Rio Tinto. Mas a sua capacidade actual é muito limitada.

“Cerca de 95% do tráfego de mercadorias é feito por estrada, porque a linha de caminho-de-ferro está em más condições”, disse Mualeia. “Ainda precisamos de melhorar a linha, a pista e o sistema de sinalização. Também temos de recuperar a linha de Machipanda para o Zimbabué. Serão necessários 80 milhões de dólares para concluir o trabalho”, disse o presidente da CFM.

A capacidade de transporte da linha do Sena estima-se em seis milhões de toneladas de carvão por ano, um número que, de acordo com Mualeia, poderá chegar a 19 milhões de toneladas se o projecto sofrer posteriores actualizações.

Em paralelo com estes aumentos de capacidade de transporte na linha do Sena, será construído um novo terminal de carvão no porto da Beira, uma obra que deverá ficar concluída até 2015.

Em Setembro passado, o grupo brasileiro Vale fez o primeiro transporte de carvão para o porto da Beira através da linha do Sena, numa viagem que demorou cerca de 24 horas.

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