As obras de reconstrução da linha do Sena deverão ficar concluídas em Novembro próximo, anunciou a Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), em comunicado.

A partir de então, a linha do Sena, que estabelece a ligação entre a província de Tete e o porto da Beira, na província de Sofala, disporá de capacidade para transportar 6,5 milhões de toneladas de carvão por ano, mais do triplo dos actuais dois milhões de toneladas/ano.

Concluída que esteja esta fase, a CFM propõe-se avançar com novas obras na infra-estrutura ferroviária, com o objectivo de aumentar a sua capacidade de transporte até aos 12 milhões de toneladas/ano, num horizonte de três anos, acrescentou a empresa pública MOÇAMBICANA.

O escoamento do carvão é o principal problema com que debatem as empresas que estão a explorar as minas da província de Tete. A brasileira Vale está já a utilizar a linha do Sena, mas outras companhias têm sido forçadas a recorrer ao transporte rodoviário.

A reconstrução da linha do Sena esteve concessionada à Ricon, um consórcio constituído por duas empresas estatais indianas (a Riter e a Ircon), mas Moçambique acabou por denunciar o contrato por incumprimento da parte da concessionária. A linha deveria ter ficado operacional em Setembro de 2009.

A Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (que era minoritária no consórcio) assumiu assim a conclusão dos trabalhos, que assim deverão ficar concluídos três anos depois do previsto.

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