Em 2019, a modernização da Linha da Beira Baixa, entre Covilhã e Guarda, estará concluída, o mesmo acontecendo com a ligação entre as linhas da Beira Alta e da Beira Baixa. As obras foram hoje apresentadas e o concurso respectivo publicado em Diário da República.

Trata-se da “maior obra de ferrovia que a Infraestruturas de Portugal (IP) lança em quase uma década em Portugal”, nas palavras do ministro das Infraestruturas, Pedro Marques, presente na cerimónia.

O investimento global rondará os 90 milhões de euros. No relativo à Linha da Beira Baixa, tratar-se-á de modernizar o último troço, numa extensão de 56 quilómetros, fechado à circulação desde 2009. E com isso será possível o recurso à tracção eléctrica, duplicar a velocidade de circulação dos 50 para os 100 km e aumentar a extensão dos comboios de mercadorias até aos 600 metros (e, logo, a sua capacidade de carga).

Já a Concordância das Beiras consistirá num troço de 1 500 metros de extensão apenas, nos arredores da Guarda, em via única mas electrificado, que permitirá ligar as linhas das Beira Alta e da Beira Baixa e a Linha do Norte, com isso fechando a malha ferroviária e, espera-se, reduzir a pressão do transporte  de mercadorias sobre a Linha do Norte.

O investimento, previsto no programa Ferrovia 2020 apresentado em Fevereiro passado pelo Governo, poderá ser co-financiado por Bruxelas em até 85%.

 

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