E ao sétimo mês, o balanço acumulado do movimento de contentores nos portos do Continente passou para o vermelho. A culpa é de Lisboa, que perdeu mais de 34% dos movimentos. E de Sines… por não crescer como antigamente… e mesmo assim vale 54% do total nacional.

Sines

Nos primeiros sete meses de 2016, os portos do Continente movimentaram 1515 076 TEU. Menos 1,7% que no período homólogo de 2015, revelou a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT).

A pesar, e muito, neste resultado negativo está o porto de Lisboa, que acumula uma perda de 34,1% e se fica pelos 190 774 TEU movimentados. O fim do conflito laboral não foi suficiente para reverter as perdas – de resto, como muitos avisaram em devido tempo -, até porque a conjuntura não é das mais favoráveis. Ainda em Julho, o porto da capital somou mais uma perda homóloga de  9,5%, com 38 180 TEU processados.

A ajudar à fraca performance está também o porto de Sines. Que no entanto ainda cresce 1,6%, de Janeiro e Julho, para um total de 817 431 TEU. Pelo Terminal XXI passam 54% dos contentores movimentados nos portos nacionais. Mas a concessão da PSA Sines já não cresce a dois dígitos (em Julho até regrediu 2,4%), nem com a ajuda do transhipment (que representa 78% do seu tráfego, contra 7% em Leixões e 4% em Lisboa, diz a AMT).

Leixões acumula 395 823 TEU, o que representa uma subida de 8,1% ainda alavancada pela transferência de cargas de Lisboa ao tempo da greve dos trabalhadores portuários. Em Julho, cedeu 0,1% para 58 119 TEU.

A crescer e muito continua Setúbal: 42,7% no year-to-date, para um total de 98 326 TEU. Em Julho contou 15 275 (mais 6,4%).

Pela Figueira da Foz passaram 12 923 TEU, um ganho acumulado de 3,5% que poderia ser maior não fosse a perda de 2,9% registada em Julho (quando contabilizou 2 068 TEU).

 

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