O movimento de cargas nos portos do Continente cresceu 5,1% até ao final de Outubro, para um recorde de 81,3 milhões de toneladas, anunciou a AMT. Destacou-se Lisboa, com um ganho homólogo de 26% para o melhor registo dos últimos nove anos.

Porto de Lisboa

Ao movimentar 10,3 milhões de toneladas, o porto da capital contribuiu, só por si, com 2,1 milhões de toneladas para o acréscimo da actividade no Continente, salienta a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes.

Leixões, que teve em Outubro o melhor mês de sempre, também deu uma ajuda preciosa, com 1,2 milhões de toneladas de ganho, para um total de 16,4 milhões de toneladas – um recorde para o período em causa. Recorde foi também o resultado de Aveiro, a subir 17% até aos 4,3 milhões de toneladas. E mesmo Sines, com um ganho marginal de 0,9%, atingiu um novo máximo, nos 42,5 milhões de toneladas.

Com pouca expressão no contexto nacional, Viana do Castelo e Figueira da Foz também cresceram, 10,6% e 0,1%, para 351 mil e 1,7 milhões de toneladas, respectivamente.

Setúbal, ao invés, acumulou uma perda homóloga de 5,7%, com 5,6 milhões de toneladas processadas. Faro movimentou perto de 66 mil toneladas (menos 54,9%).

Contextualizando os números, a AMT sublinha que Lisboa está a recuperar das perdas infligidas pelos conflitos laborais do último ano, que beneficiaram sobretudo Leixões e Setúbal; que Leixões sofreu no ano passado com o desvio dos maiores petroleiros para Sines (por causa da manutenção da monobóia oceânica), que agora recupera; que Setúbal regressa à normalidade  depois dos ganhos extraordinários decorrentes dos problemas de Lisboa; e que Sines “perde” uns 3,5 milhões de toneladas que em 2016 para ali foram “desviados” de Leixões.

Carga contentorizada marca o ritmo

Com 28,8 milhões de toneladas (mais 8,8% em termos homólogos), a carga contentorizada liderou destacada os movimentos nos portos do Continente entre Janeiro e Outubro.

No total, a carga geral valeu 34,8 milhões de toneladas (+6,1%), destacando-se também o ganho de 19,5% da carga ro-ro (para 1,2 milhões de toneladas). A carga fraccionada recuou 9,5% para 4,8 milhões de toneladas.

Os granéis líquidos representaram 29,3 milhões de toneladas (-0,5%), com o ganho de 16% dos produtos petrolíferos (15,2 milhões de toneladas) a compensar a quebra de 15,3% do petróleo bruto (12,3 milhões de toneladas).

Nos granéis sólidos todos os tipos de cargas registaram ganhos homólogos, contribuindo para o crescimento de 13,7% até aos 17,2 milhões de toneladas.

 

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  1. Parabéns à Engª Lídia Sequeira mas agora falta fazer o principal, que é renegociar a concessão do terminal de contentores de Alcântara para Setúbal pq é a melhor alternativa a longo prazo deixando área livre para os cruzeiros e o turismo crescerem mais em Alcântara