Só em Outubro, os portos de Lisboa e Setúbal terão movimentado menos cerca de 600 mil toneladas, muito por causa das greves dos estivadores. Em Novembro, a situação poderá piorar.

De acordo com os dados divulgados pelo IPTM, em Outubro o porto da capital processou apenas cerca de 589 mil toneladas, o que representou uma quebra de 413 mil toneladas face ao realizado no mesmo mês de 2011.

Em Setúbal, as perdas foram, apesar de tudo, menos expressivas, mas ainda assim o movimento global de mercadorias ficou-se pelas 405 mil toneladas, menos 203 mil do que o feito há um ano.

Ainda de acordo com o IPTM, em Outubro o movimento de cargas nos portos nacionais recuou cerca de 0,8%, em termos homólogos, interrompendo assim a tendência de crescimento que se vinha notando, com mais ou menos força, desde o início do ano.

O resultado global apurado pelo IPTM parece contrariar aqueles que falam numa fuga de cargas para os portos de outros países, ou em perdas massivas de exportações. Ao mesmo tempo, confirma que Leixões e Sines estão a responder às necessidades dos carregadores e armadores, atraindo cargas que não eram suas e, claro, lucrando com isso.

Nos casos de Lisboa e Setúbal, a situação poderá degradar-se ainda mais em Novembro, caso sejam cumpridas as paralisações já anunciadas. E com isso, como hoje alertava João Carvalho, presidente do IPTM, o movimento global de mercadorias poderá até não ser muito afectado, mas haverá empresas que operam naqueles dois portos que terão em risco a sua sustentabilidade.

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