O movimento de contentores caiu 6,6% no conjunto dos portos nacionais até Agosto. Em Lisboa, cresceu 1,5%, um resultado que há muito não acontecia.

O regresso de Lisboa ao crescimento no segmento dos contentores é a grande novidade dos dados da movimentação de cargas nos portos nacionais nos oito primeiros meses, divulgados pela AMT.

O porto de Lisboa movimentou neste período 311 602 TEU, o que ficou 1,5% acima do realizado há um ano. Para o regresso à tona de água foi determinante o resultado excepcional verificado precisamente em Agosto, com um crescimento homólogo de 21,2%.

Em forte alta, e num nível, está Leixões, com um acumulado de 464 845 TEU, 10,5% mais do conseguido há um ano.

Sines, na inversa, continuou a desapontar. Em Agosto sofreu uma quebra de 42,2% e, com isso, o resultado acumulado ficou-se pelos 970 215 TEU e um retrocesso de 15,4%.

Na análise que faz aos números, a AMT insiste no impacto da greve dos estivadores do Terminal XXI ao trabalho extraordinário (que se estendeu precisamente até ao final de Agosto) e na quebra de 26,2% nos movimentos de transhipment. Ao invés, os movimentos com o hinterland continuaram a crescer a dois dígitos. E com isso o peso do transhipment no resultado final caiu para a casa dos 69%.

Ainda assim, sublinhe-se, o porto alentejano vale 52% dos movimentos de contentores nos portos lusos, medidos em TEU.

Em Setúbal movimentaram-se 95 682 TEU até ao final de Agosto. Um recuo acumulado de 4,3%, já atenuado pelo avanço de mais de 10% experimentado no último mês do período. Na Figueira da Foz contaram-se 14 837 TEU, mais 6,5%.

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