A Liscont não está interessada em trocar por uma indemnização o contrato da concessão do terminal de Alcântara acordado com a APL, garantiu Morais Rocha, em declarações ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS.

A comissão arbitral constituída para resolver a prorrogação da concessão do terminal de contentores de Alcântara ainda não marcou qualquer audiência com as partes envolvidas e interessadas, no caso a administração portuária e a concessionária.

A comissão já foi “constituída e empossada mas ainda não foi feita a primeira audiência e nem sequer está marcada”, garantiu ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS o administrador da Liscont. O único trabalho desenvolvido, neste momento, prende-se com a análise dos processos, acrescentou.

Do lado da concessionária, Morais Rocha garante que a empresa “não encara esta questão como um processo indemnizatório ou de lucro fácil. O nosso principal objectivo seria manter o contrato tal como está”.

E sobre as críticas ao negócio tal como foi feito insiste em que “achamos que foi um trabalho sério, conferido por vários consultores, tanto da parte da APL como da nossa. Houve terceiras entidades, bancos financiadores, consultores externos que aferiram o tráfego, logo, é um trabalho que foi diagnosticado por várias entidades reconhecidas”.

“O nosso objectivo é levar por diante aquilo que foi acordado entre as partes. Não trocamos isso por qualquer indemnização”, rematou aquele responsável.

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