No ano passado, o volume de negócios do sector da logística em Portugal terá sido de 495 milhões de euros. Este ano deverá voltar a crescer 5% e atingir os 520 milhões, prevê a DBK num estudo sectorial.

Luís Simões

A crescente externalização das actividades de armazenamento, manipulação e transporte de mercadorias por parte das empresas portuguesas favoreceu o crescimento do volume de negócios dos operadores logísticos nos últimos anos, apesar do contexto económico negativo, sublinha a consultora, filial da Informa D&B.

A facturação do sector foi de 495 milhões de euros no ano passado, mais 5,3% do que o valor registado em 2013.

O armazenamento e as operações no armazém viram a sua importância reforçada nesse exercício, sendo responsáveis por 50,5% do volume de negócios total, o que representou um valor de 250 milhões de euros. Os 49,5% restantes (245 milhões de euros) corresponderam a operações de transporte das mercadorias armazenadas.

Segundo a consultora, o número de operadores logísticos com actividade significativa em Portugal rondava os 80 em 2014, com um emprego total próximo dos 9 100 trabalhadores (média de 114 por empresa). A DBK indica que este é um sector com um elevado grau de concentração, com os cinco principais operadores a deterem uma quota conjunta próxima dos 40%, percentagem que sobe para cerca dos 60% quando considerados os dez principais players da fileira.

Os produtos de alimentação e bebidas representam a maior parte do negócio dos operadores logísticos, com cerca de 52% da facturação sectorial no exercício de 2014. O sector de farmácia, drogaria e perfumaria tem também um forte peso no sector, gerando aproximadamente 20% da facturação.

Para o biénio 2015/2016, a DKB estima um crescimento anual do valor do mercado de cerca de 5%, para os 520 milhões de euros em 2015.

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