A Lufthansa arrisca a insolvência caso os accionistas não votem favoravelmente o plano de resgate, o que se afigura provável, admitem os responsáveis da companhia.

Será no próximo dia 25, quinta-feira, que os accionistas da Lufthansa serão chamados a pronunciar-se, em assembleia geral, sobre o plano de resgaste negociado pela companhia com o Estado alemão e, por extensão, com a União Europeia. A probabilidade de ser chumbado é forte.

O ainda maior accionista individual da companhia alemã, Heinz Hermann Thiele que recentemente aumentou a sua posição de 10% para 15%, deu o mote para a rejeição do plano numa entrevista ao “Frankfurter Allgemeine Zeitung” onde questionou a entrada do Estado alemão no capital da empresa com uma posição de 20%.

O plano de resgate da Lufthansa prevê uma injecção de nove mil milhões de euros de dinheiro público, através de uma aumento de capital, passando o Estado a deter 20% da empresa, com a possibilidade de subir até aos 25% em caso de surgimento de uma OPA hostil.

Heinz Thiele não se opõe ao resgate da companhia por causa da Covid-19, mas critica o facto de a administração não ter sequer equacionado alternativas ao que foi negociado e acordado.

Agora, os responsáveis da Lufthansa admitem que a assembleia geral de dia 25 não reunirá mais do que 50% dos accionistas, o que na prática inviabilizará a aprovação do acordo de resgate, que exige a aprovação por dois terços do capital.

A ser assim, admitem, não restará alternativa que não seja a declaração de insolvência e o recurso à protecção de cresdores.

 

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