A Lufthansa poderá aprofundar o processo de reestruturação da área de carga, após a divisão de Logística ter fechado o primeiro trimestre de 2016 com um EBIT (resultados antes de juros e impostos) de -19 milhões de euros, contra 52 milhões positivos no mesmo período do ano passado. Este desempenho é justificado pelo grupo alemão pela sobrecapacidade de oferta e fraca procura.

Lufthansa Cargo

 

As receitas da divisão (que integra a Lufthansa Cargo, a Aerologic e a Jettainer) no primeiro trimestre do ano caíram mais de 21% face ao mesmo período de 2015, para 480 milhões de euros. A capacidade de carga caiu 1,6%, mas as receitas por toneladas/quilómetro desceram 4,8%. A taxa de ocupação foi de 67,6%.

“A Lufthansa Cargo está sob grande pressão”, admitiu a analistas a directora financeira da companhia aérea alemã, Simone Menne.

“Prevemos que os resultados só voltem a registar melhorias no quarto trimestre, cujo período homólogo do ano passado foi afectado por greves”, acrescentou a responsável. “Vamos analisar a estratégia e a dimensão da frota de cargueiros e novas medidas para o modelo de negócio da carga”, indicou.

A Lufthansa já iniciou o processo de reestruturação da carga em 2015, mas agora pode, segundo a CFO da companhia, ter de ir mais longe. “Estamos a analisar cada uma das rubricas de custos. Temos quatro [aviões] MD-11F que estão quase amortizados na totalidade. Iremos analisar a nossa estratégia de carga ao longo do ano, incluindo a nossa frota”, adiantou Simone Menne.

A totalidade do grupo Lufthansa teve prejuízos de oito milhões de euros no primeiro trimestre de 2016, com receitas de 6,9 mil milhões de euros. Este desempenho está muito longe do lucro de 425 milhões de euros observado nos primeiros três meses do exercício anterior.

 

 

 

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