A Lufhansa Cargo registou em 2015 um EBIT de três milhões de euros, que compara com os 123 milhões de euros de 2014. Em termos ajustados, a quebra foi menor, para os 73,5 milhões de euros, mas ainda atingiu os 40%.

Lufthansa Cargo

Penalizada pela fraqueza dos mercados, pela turbulência na China e pelo dólar forte, a companhia germânica viu reduzidos (em 2,3%) os volumes transportados, para 1,63 milhões de toneladas. Medida em toneladas-km, a quebra foi ainda mais acentuada e chegou aos 2,9%. As greves dos pilotos e do pessoal de cabina também não ajudaram.

Ao invés, a oferta de capacidade cresceu 2,1%, daí resultando uma baixa da taxa de ocupação de 3,4 pontos percentuais para os 66,3%.

Apesar da quebra dos resultados, 2015 não foi um mau ano a Lufthansa Cargo, segundo os seus responsáveis, que sublinham as poupanças conseguidas com a operação dos B777, o bom arranque da parceria com a ANA e a integração da capacidade do longo curso da Eurowings no portefólio.

Novas alianças, novos produtos e novos cortes

Para 2016, a aposta vai para o fortalecimento de alianças com outras companhias – a United Airlines será a senhora que se segue – e para o lançamento de novos produtos, com destaque para o myAirCargo, que permitirá aos passageiros da Lufthansa ou simples particulares enviarem itens pessoais por carga aérea de forma rápida, simples e económica.

A propósito de poupanças, e para lá do programa Cargo 2020, a Luthansa Cargo aposta também no C40, lançado no Outono do ano passado, e que tem por objectivo cortar os custos em pelo menos 40 milhões de euros/ano até 2018.

 

Os comentários estão encerrados.