A divisão logística da Lufthansa registou números positivos em termos de volumes e desempenho financeiro no período de Janeiro a Setembro. O “lado lunar” é a queda de volumes na Europa e Médio Oriente.

Lufthansa Cargo cresceu em volumes e receitas até Setembro

As receitas da divisão da companhia aérea alemã subiram 12% nos nove primeiros meses do ano, em comparação com o período homólogo de 2017, para 1,9 mil milhões de euros. No terceiro trimestre, o lucro aumentou 11%, para 659 milhões.

A área de logística da Lufthansa incrementou o EBIT ajustado em 56,1%, para 153 milhões de euros, e a performance não ajustada fez com que os lucros subissem a dois dígitos, com o EBIT dos nove meses a aumentar 43%, para 150 milhões.

Em sentido contrário, as taxas de ocupação caíram em todas as regiões, ao mesmo tempo que as operações nas Américas e na Ásia registaram aumentos de 6% e 9% na capacidade, respectivamente.

O facto mais preocupante foi o declínio de 3,7% nos volumes europeus em relação ao ano anterior, mesmo com o ajuste zero na capacidade disponível. No Médio Oriente e África, a transportadora reduziu a capacidade disponível em 11%, mas ainda assim os factores de carga da região caíram 2%.

A Lufthansa Cargo salienta, ainda assim, que as mudanças nos preços permitiram aumentar a receita e o seu programa de redução de custos compensou o aumento dos custos com combustível.

Durante os três primeiros trimestres de 2018, a companhia aérea avançou com o seu programa de renovação da frota aviões cargueiros: dois Boeing 777F estarão disponíveis na Primavera, com um terceiro alinhado na Aerologic.

Quanto às previsões para a totalidade do ano em curso, o grupo Lufthansa prevê que a receita de logística fique acima do registado no ano passado, mas os lucros serão mais ou menos iguais aos de 2017.

 

 

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