A divisão de logística da Lufthansa, que inclui a Lufthansa Cergo, teve um aumento de 18,5% das receitas no primeiro trimestre, com isso melhorando os resultados globais da companhia no período.

Lufthansa Cargo

As receitas da divisão de logística da companhia alemã  aumentaram nos três primeiros meses de 2017 para 569 milhões de euros, resultando num EBIT de 33 milhões de euros, contra uma perda de 19 milhões de euros no mesmo período do ano passado.

O grupo Lufthansa registou um aumento de 11,2% na receita global, para 7,69 mil milhões e euros, o que resultou num EBIT ajustado de 25 milhões de euros, mas as contas continuam no “vermelho”, com um prejuízo líquido de 68 milhões de euros. O aumento da receita foi, em parte, devido à consolidação de Brussels Airlines nos resultados do grupo alemão.

A oferta de capacidade de carga (AFTK) subiu 2,9% para 2,9 mil milhões, enquanto as toneladas de carga-quilómetro comercializadas subiram 6,3%, para dois mil milhões. A taxa de ocupação aumentou para 70,1%, de 67,8% um ano antes.

A Lufthansa Cargo aumentou a receita em todos os mercados no primeiro trimestre, excepto no Médio Oriente, que permaneceu estável. A Europa subiu 9,5% para 46 milhões de euros, as Américas cresceram 17% para 226 milhões de euros e a Ási- Pacífico subiu quase 20% para 44 milhões de euros.

O programa estratégico de redução de custos da companhia alemã está em curso e a primeira etapa já foi concluída com êxito, apesar das despesas operacionais terem aumentado 6,9% para 555 milhões de euros. A Lufthansa justifica a subida “principalmente devido aos volumes e aumentos no custo de materiais e serviços provocados pela subida dos combustíveis”.

Proteccionismo perigoso, mas Brexit pode ser oportunidade

Em relação ao futuro, o grupo Lufthansa adverte para os riscos do eventual aumento do proteccionismo. “O aumento do proteccionismo e dos esforços de vários governos para regularem ou restringirem os mercados livres pode levar a um crescimento mais lento ou mesmo a cenários de contracção”, afirma, citado pela assessoria de imprensa, o director financeiro da companhia alemã, Ulrik Svensson.

Já em relação à saída do Reino Unido, a mesma fonte vê ameaças, mas também possibilidade de crescimento para a Lufthansa. Ulrik Svensson admite que “os direitos de tráfego entre a União Europeia e o Reino Unido podem ter de ser completamente renegociados, o que pode conduzir a um crescimento mais forte e à concorrência das companhias aéreas britânicas”.

O CFO da Lufthansa acredita que, “no entanto, há também uma possibilidade de as companhias e instituições passarem cada vez mais da Grã-Bretanha para a Alemanha, acompanhada por uma procura mais forte dos mercados domésticos do grupo Lufthansa”.

 

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