A Lufthansa Cargo estará a ponderar abandonar a Jade Cargo, a sua joint-venture chinesa, que há dias suspendeu as operações.

O grupo Lufthansa está disposto a alienar todas as participações que não sejam rendíveis e que não apresentem perspectivas de turnaround. O caso mais recente foi a venda da bmi á holding IAG.

O mesmo poderá acontecer com a Jade Cargo, joint-venture criada em 2004 com a Shenzhen Airlines (que detém 51% da companhia) e o banco de investimento alemão DEG (que controla os restantes 24%).

A companhia chinesa suspendeu há dias as operações da sua frota de seis B747-ER cargueiros, em resultado da degradação do mercado, com a quebra dos volumes transportados entre a Ásia, a Europa e a América do Norte.

Em termos oficiais, a Jade Cargo justifica a interrupção das operações com a necessidade de os accionistas, juntamente com os parceiros de negócio, continuarem a reestruturação financeira da companhia”.

A Jade Cargo está descapitalizada e a saída para a crise passará necessariamente pela injecção de mais dinheiro por parte da Shenzhen Airlines, entretanto adquirida por uma subsidiária da Air China.

Do lado da Lufthansa, “todas as possibilidades estão em aberto”, dizem os seus responsáveis.

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