A Lufthansa Cargo teve em 2017 um dos seus melhores anos de sempre, em contraste com os números terríveis do ano anterior.

Em 2017, o lucro operacional da filial de carga da companhia alemã foi de 242 milhões de euros. Em 2016, contou prejuízos de 50 milhões de euros.

As vendas, em milhões toneladas/quilómetro (RTK, na sigla em inglês), aumentaram 7,4%, superando bastante o crescimento de 3,3% da oferta de capacidade, com a transportadora a movimentar cerca de 1,6 milhões de toneladas. Desse volume resultou uma receita de 2,54 mil milhões de euros, mais 21,1% do que em 2016.

No entanto, as RTK ainda ficaram um pouco abaixo da média do sector, com as vendas europeias a caírem 0,4%, contra um crescimento médio da indústria de 11,8%.

As despesas operacionais subiram 6,7%, para 2,4 mil milhões de euros. Com um aumento de 25,9%, para 326 milhões de euros, o preço do combustível foi o maior factor para aquele incremento.

Os custos crescentes foram, porém, compensados ​​pelo aumento de quase 600% do EBIT (resultado operacional), enquanto a maior procura fez o factor de carga subir 2,7%, para 69,3%. A yield subiu 14%.

Um dos motivos da melhoria dos números da Lufthansa Cargo em 2017 foi a reestruturação que a companhia tem em curso, com a redução dos recursos humanos em cerca de 800 pessoas e a saída da frota de dois aviões cargueiros MD-11.

A Lufthansa Cargo opera agora com uma frota de 12 MD-11F e cinco cargueiros B777, mas tem planos de alterar a composição  no futuro próximo.

“Para o ano em curso, continuaremos focados no nosso programa de eficiência e em investir no nosso futuro”, afirma, citado pela assessoria de imprensa, o CEO da Lufthansa Cargo, Peter Gerber.

 

 

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