A partir de 2 de Abril, a Lufthansa Cargo cobrará uma taxa por cada AWB entregue em papel. Portugal não será excepção, garante Mário Ferreira, responsável da companhia, em declarações ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS.

A taxa aplicar-se-á apenas às mercadorias e aos tráfegos onde seja possível a utilização das cartas de porte electrónicas (e-AWB). O valor anunciado pela companhia germânica é de 12 euros, mas haverá uma moratória de seis meses, período durante o qual apenas será cobrado um euro por AWB em papel.

Na informação divulgada aos transitários, a Lufthansa Cargo justifica a taxa com os sobrecustos suportados com o processamento das cartas de porte em papel. E lembra que disponibiliza a e-AWB desde 2013 e que mais de 50% das cartas de porte de todo o mundo lhe chegam já por via electrónica.

Em Portugal, como é sabido, a e-AWB tarda em arrancar. Questionado, Mário Ferreira diz que “estamos a trabalhar com a Portway para que tudo esteja operacional ainda antes do final do mês”.

Por cá, ao que tudo indica, a companhia germânica será a primeira a fazer-se cobrar pelo tratamento das cartas de porte em papel. Ainda assim, refere o director da Lufhtansa Cargo para o mercado português, as reacções dos transitários têm sido “normais”.

Mário Ferreira lembra a propósito que a companhia disponibiliza no seu site a funcionalidade que permite aos transitários emitirem as e-AWB sem sobrecustos. E realça o facto de haver já “várias empresas que estão a preparar-se para implementarem a carta de porte electrónica”. Do lado da Lufthansa Cargo, garante, há abertura para ajudar no processo.

 

 

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