O vice-presidente do Governo da Madeira garantiu hoje, no Parlamento regional, que a operação do “ferry” para o Continente iniciar-se-á no próximo Verão, independentemente do desfecho do concurso internacional que decorre.

Naviera Armas - Madeira

Questionado no debate sobre o Plano e Orçamento da Madeira 2018, Pedro Calado escusou-se a avançar com pormenores. “Não posso pronunciar-me, porque até ao final do dia de hoje decorre o concurso público internacional, vamos aguardar pelo desfecho”, disse. Mas garantiu que o Executivo “prometeu à população da Madeira e do Porto Santo que iria ter um “ferry” e essa promessa vai ser cumprida”.

“Estamos em condições de ter logo um plano B [em caso de fracasso do concurso] para actuar de imediato”, assegurou.

O prazo para a apresentação de propostas termina às 24 horas de hoje, depois de ter sido prolongado por 45 dias a pedido da Mutualista Açoreana.

Foram 13 as empresas nacionais e estrangeiras que mostraram interesse no concurso, entre elas a Naviera Armas, a Grandi Navi Veloci, a Helenic Seaways, a Mutualista Açoreana, a Transinsular, etc..

O programa do concurso contempla uma ligação semanal entre o Funchal e o Continente, com um transit time de 24 horas, para o transporte de passageiros, veículos e carga rodada.

Para ajudar ao cumprimento das obrigações de serviço público, o futuro operador poderá contar com um apoio do Orçamento da Madeira de três milhões de euros/ano, durante três anos.

Ao que se sabe, os preços a praticar para o transporte de passageiros e veículos entre a Madeira e o Continente serão substancialmente mais baixos que os cobrados pela Naviera Armas quando operou o serviço, mas então sem qualquer subvenção pública.

 

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