O Governo Regional da Madeira vai apoiar, até ao final do ano, com 50 mil euros/mês, o avião cargueiro da MAIS que há um ano liga diariamente a região e o Continente.

Avião cargueiro da MAIS falha previsões na Madeira

O acordo hoje assinado entre a Secretaria Regional da Agricultura e Pescas e o consórcio que opera o avião cargueiro pressupõe que a MAIS desenvolva acções de promoção e divulgação dos produtos regionais junto de agentes económicos nacionais e europeus.

Talvez assim aumente o fluxo de mercadorias da Madeira para o Continente, que tem ficado muito aquém do previsto pelos promotores da ligação “all cargo”, como o reconheceu António Beirão, director executivo da MAIS.

“Os volumes de mercadorias entre o Continente e o Funchal estão dentro daquilo que tínhamos previsto, mas, infelizmente, do Funchal até ao Continente não se verificou o crescimento que estávamos à espera e encontrámo-nos muito aquém daquilo que eram as nossas expectativas”, afirmou.

A MAIS iniciou a operação do avião cargueiro em Julho de 2017 e as estimativas apontavam para o transporte de quatro toneladas entre a Madeira e o Continente ao fim de seis meses, mas um ano volvido apenas transporta uma média de 1 700 quilos, nomeadamente pescado e produtos agrícolas.

Pelo contrário, o volume de mercadorias entre o Continente e a Madeira atinge as seis toneladas, sobretudo correio, bens perecíveis, medicamentos, jornais e animais vivos (de estimação).

“Infelizmente, nem tudo corre como desejamos”, reconheceu António Beirão, sublinhando, no entanto, que o consórcio conseguiu criar condições para demonstrar ao empresariado local que o transporte de mercadorias por via aérea é uma mais-valia.

“Estamos aqui [a assinar o protocolo] porque a República voltou a não cumprir com a Madeira aquilo que cumpriu com os Açores”, afirmou, por seu lado, o secretário regional, Humberto Vasconcelos, lembrando que o Estado lançou um concurso público para financiar com nove milhões de euros a carga aérea  entre os Açores e o Continente, ao abrigo da continuidade territorial, mas que “com a Madeira isso não aconteceu”.


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