A Administração dos Portos da Madeira (Apram) vai lançar novo concurso para a construção de um cais de cruzeiros no Funchal, no aterro criado com o depósito de inertes do temporal de 2010.

Um primeiro concurso, com o mesmo objectivo, foi anulado em Fevereiro passado, porque os quatro concorrentes superaram em pelo menos cerca de três milhões de euros o preço base fixado, que era de 15 milhões de euros.

Agora o Governo Regional decidiu relançar a obra, tendo para isso mandatado a Apram para preparar novo concurso.

No primeiro concurso, o objectivo era construir um cais de 330 metros de comprimento, com fundos de -8 metros e uma plataforma de apoio com um mínimo de 20 metros de largura. A nova infra-estrutura serviria em simultâneo como cais para cruzeiros e protecção ao depósito de inertes, situado entre o cais do Funchal e a foz da Ribeira de Santa Luzia.

A construção do novo cais não é pacífica na região. Contesta-se a prioridade da obra e a aplicação de fundos destinados à reconstrução depois do temporal de 2010. E há ainda os que falam nos riscos de nova catástrofe.

Certo é que o novo cais aumentará a capacidade do Funchal para receber cruzeiros. No primeiro semestre, o movimento de navios de cruzeiro no porto cresceu 3% , para as 164 escalas, e o número de passageiros subiu 5% para os 303 615, de acordo com dados da Apram.

Até ao final do ano, o Porto do Funchal espera superar os 600 mil cruzeiristas, o que o confirmará como líder incontestado do mercado em Portugal.

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