O governo espanhol deverá aprovar amanhã, em Conselho de Ministros, a reforma do trabalho portuário, ainda sem acordo entre operadores e estivadores. No horizonte estão três semanas de greves intercaladas.

Estivadores - Espanha

Madrid deu uma semana para operadores e sindicatos chegarem a acordo, mas duas reuniões bastaram para confirmar o impasse. As negociações serão retomadas na próxima terça-feira mas antes, já amanhã, será aprovado o Real Decreto Lei que fixa os termos da reforma.

As divergências entre patrões e sindicatos são várias, e desde logo têm a ver com a manutenção dos actuais 6 150 postos de trabalh0. Que os sindicatos reclamam e as empresas de estiva dizem não poder garantir. Terça-feira se saberá, em princípio, o número proposto pela associação dos operadores.

Assim a nova lei esteja aprovada, as esperanças dos sindicatos voltam-se para o Congresso, que terá de a validar. Os estivadores esperam que a lei seja rechaçada ou, no mínimo, que lhe sejam introduzidas emendas acolhendo as propostas dos trabalhadores e os resultados de um eventual acordo com os patrões.

Para o governo, a situação é clara. Aprovada a lei, cumpridas as exigência de Bruxelas, será em sede da negociação colectiva que empresas e sindicatos terão de tratar as questões que não têm cabimento no regime geral. Haverá um ano para isso.

Face ao impasse, os sindicatos já anunciaram novas paralisações, a partir do próximo dia 6 de Março. Serão nove dias de greve – 6, 8, 10, 13, 15, 17, 20, 22 e 24 -, 12 horas por dia em horas alternadas. O que significa, na prática, que os portos espanhóis arriscarão a paragem, ou graves atrasos, ao longo de três ssemanas.

 

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