A ministra do Fomento espanhola, Ana Pastor, continua decidida a voltar a reunira Adif e a Renfe numa holding pública. E pode contar com o apoio de princípio dos trabalhadores. Faltará convencer Bruxelas.

Numa reunião com dirigentes sindicais, Ana Pastor terá afirmado que um dos seus objectivos principais enquanto titular do ministério é defender na Europa a junção da Adif e da Renfe numa única holding empresarial.

A ideia não é nova. A ministra já a enunciou há cerca de um ano. Entretanto, Bruxelas flexibilizou as regras que impunham a separação total da gestão da infra-estrutura ferroviária e da operação. E a França acaba de aprovar um novo enquadramento legal do sector ferroviário que junta a SNCF e a RFF.

O representante das Comissiones Obreras que esteve agora na reunião com a ministra saudou a intenção, lembrando que a central sindical há muito defende essa solução, como forma de fortalecer o sector e “aproveitar sinergias, reduzir estruturas de direcção” e acabar com “situações de conflito”, disse, citado nos media do país vizinho.

A Adif e a Renfe foram separadas em 2005. Na altura, o Estado espanhol assumiu 5,5 mil milhões dos 7,3 mil milhões de euros de dívida da operadora. Entretanto, as duas empresas já terão acumulado uns 20 mil milhões de passivo.

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