A decisão de reverter as subconcessões dos serviços de transportes públicos em Lisboa e Porto não agradou aos governos dos países das empresas que ganharam os concursos. Mas apenas a embaixadora do Reino Unido assumiu publicamente tal desagrado.

STCP + Metro do Porto

A embaixadora britânica em Lisboa, Kirsty Hayes, disse, esta terça-feira, estar preocupada com a reversão da subconcessão dos transportes públicos e frisou ter a expectativa de que os compromissos assumidos venham a ser cumpridos.

Numa nota enviada à “Lusa”, pode ler-se que a embaixadora “tem acompanhado de perto o processo de subconcessão dos transportes públicos em Lisboa e no Porto, onde concorrem empresas britânicas”.

“No contexto dos seus contactos regulares com as autoridades portuguesas, a embaixadora tem manifestado a sua preocupação quanto ao desenrolar deste processo e com a expectativa de que os compromissos assumidos venham a ser cumpridos”, acrescenta.

A britânica National Express detém a espanhola Alsa, que foi a escolhida pelo Governo de Passos Coelho para a subconcessão da STCP.

Para a Metro do Porto foi escolhida a francesa Transdev, enquanto para as empresas públicas de transporte de Lisboa (Carris e Metro) a escolha recaiu sobre a espanhola Avanza.

Contactada pela “Lusa”, fonte da embaixada espanhola em Lisboa disse que está a acompanhar o assunto, mas que “não colocou [ao Governo português] nenhuma questão nesse sentido” e não tenciona colocar porque é um tema que respeita à empresa espanhola de transporte.

O embaixador de França encontar-se-á hoje mesmo com o ministro do Ambiente, Matos Fernandes, que agora tutela as empresas públicas envolvidas.

Na sua edição de hoje, o “JdN” avançou que os embaixadores dos três países terão encontros marcados com o Governo para manifestarem o desconforto dos respectivos governos e para apresentarem propostas de parcerias, ou contrapartidas, que permitam ainda viabilizar os negócios. O jornal sugere, nomeadamente, a possibilidade de dinamizar a construção de autocarros em Portugal (a Carris e a STCP terão de modernizar as respectivas frotas), ou a abertura dos mercados locais a empresas transportadoras portuguesas.

 

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