O governo espanhol está numa verdadeira corrida contra-relógio para evitar que a Justiça sentencia a liquidação das concessionárias das auto-estradas insolventes.

Radiais de Madrid

A “novela” das concessionárias de auto-estradas espanholas insolventes continua. Após a recusa da proposta de resgaste do Ministério do Fomento pelos accionistas e pelos bancos envolvidos, o governo espanhol ultima agora os recursos para evitar que os tribunais decretem a liquidação das empresas.

Ao todo são oito as concessionárias em risco, sendo que a primeira sentença a ser lida no Tribunal do Comércio de Madrid será a da AP-36 Ocaña-La Roda.

Com os recursos, a situação das concessionárias das auto-estradas voltará a ficar em “banho-maria” durante mais alguns meses, período ao longo do qual o governo tentará levar avante o processo de nacionalização das empresas falidas. Madrid conta finalizar o processo antes do fim do mandato de Mariano Rajoy, em Outubro.

Embora o Executivo espanhol garanta que o resgate não terá custos para os contribuintes, o presidente da Seopan – a associação de empresas de construção e concessionárias de auto-estradas – tem opinião diferente. De acordo com Julián Núñez, a factura total superará o 8 000 milhões de euros: 5 700 milhões de pagamento à RPA – Responsabilidade Patrimonial da Administração, entidade que liquidou o aval das concessionárias aos bancos; e 2 300 milhões em litígios, nomeadamente a propósito das expropriações de terrenos.

As auto-estradas candidatas a serem nacionalizadas são as radiais 2,3,4 e 5 de Madrid; a M-12 ou Eixo Aeroporto de Barajas; a AP-41 entre Madrid e Toledo; a AP-36 de Ocaña a La Roda; o troço Cartagena-Vera da AP-7; e a circunvalação de Alicante.

A maioria destes projectos rodoviários foi lançada pelo governo de José Maria Aznar.

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