Não será esta semana, como chegou a ser previsto, mas está cada vez mais próximo o lançamento do concurso para a abertura à concorrência do Corredor do Levante da rede de Alta Velocidade esoahola.

De acordo com a informação vinda a público no país vizinho, o governo terá tido em pouca conta as sugestões e reivindicações dos stakeholders a propósito do concurso.

A única sugestão aceite terá sido a possibilidade de as empresas concorrerem em consórcio, para dividirem os riscos. Mas ainda assim um dos membros do consórcio terá de deter pelo menos 20% e cumprir com requisitos mínimos de solvabilidade e capacidade técnica.

Ignorada, ao invés, foi a proposta de alargar a liberalização a outros corredores, o que permitiria aos concorrentes buscarem economias de escala.

O Ministério do Fomento espanhol optou por um concurso comparativo (“concurso de beleza”) no qual o plano de negócios determinará o vencedor. Que terá seis meses para iniciar as operações, o que atirará, em princípio, para cerca de Outubro do próximo ano.

Os principais grupos interessados em fazer concorrência à Renfe serão a Veloi, a Acciona, a Globalia, a Ferrovial e, entre outros, a Alsa. Os analistas admitem ainda a participação de grupos não espanhóis, com os franceses da SNCF ou os alemães da Deutsche Bahn.

O próximo passo é agora a publicação do caderno de encargos do concurso, que fixará, entre outras regras, os valores a cobrar pela Adif pela utilização da infra-estrutura, e pela Renfe pelo aluguer dos comboios.

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