A AP Moller-Maersk vai dividir-se em duas para se concentrar sobretudo nos transportes e logística. O futuro dos negócios ligados à energia será decidido num horizonte de 24 meses.

Mckinney Maersk

 

A área dos transportes e logística ficará concentrada numa única empresa, que concentrará as marcas Maersk Line, APM Terminals, Damco, Svitzer e Maersk Container Industry.

Sinal dos novos tempos do grupo, a nova entidade será liderada por Soren Skou, que foi CEO da Maersk Line antes de ser CEO da AP Moller-Maersk, cargo que manterá.

A ideia é combinar melhor as capacidades de cada uma das áreas de negócio para ganhar em flexibilidade e em sinergias.

Ponto assente é que a Maersk Line continuará apostada em crescer em linha com o mercado, seja por via orgânica, seja por aquisições.

A separação dos negócios do grupo AP Moller Maersk era um dado adquirido pelos analistas, atenta a evolução de ambos e dos respectivos mercados. A Maersk Line é a principal “cash cow” do grupo mas também ela sofreu, e muito, com a degradação da actividade a nível mundial

O novo desenho estratégico do grupo afasta o cenário de alienação de algumas áreas de negócio que chegou a ser avançado por alguns analistas. A Alphaliner, por exemplo, aventou a possibilidade de venda da APM Terminals e/ou da Damco.

No caso dos negócios ligados à energia, a reestruturação da AP Moller-Maersk prevê a sua seperação gradual, em bloco ou em parcelas, através de movimentos de fusões, de constituição de joint-ventures ou de dispersão do capital em Bolsa.

 

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