A Maersk considera que limitar a velocidade para reduzir as emissões de gases de efeito de estufa (GEE) do transporte marítimo é uma medida de curto prazo e que beneficia os navios mais antigos e poluentes.

A posição da Maersk vai ser apresentada por John Kornerup Bang, conselheiro do grupo dinamarquês para as questões climáticas, na reunião do Comité para a Protecção do Meio Marinho (MEPC 74) da IMO, que terá lugar em Londres na próxima semana (de 13 a 17).

A Maersk irá defender a proposta de Dinamarca, Alemanha e Espanha de definir uma abordagem apoiada por incentivos e baseada em metas para reduzir as emissões de transporte a curto prazo. Essa proposta é contrária a uma outra apoiada por França e Grécia, além de mais de 100 armadores que enviaram neste período pré-MEPC uma carta aberta à IMO em que defendem a imposição de limites de velocidade para atingir aquele mesmo objectivo.

“É importante lembrar que as medidas de eficiência de curto prazo só manterão a curva de emissões plana – não as eliminarão”, John Kornerup Bang, que trabalhou com a organização ambientalista WWF antes de juntar-se à Maersk há nove anos, em declarações à “Splash”. “Portanto, todas as medidas de curto prazo devem estabelecer o fundamento para a mudança de tecnologia necessária para verdadeiramente entrar na descarbonização do nosso sector”, acrescentou.

O objectivo da IMO, anunciado em Abril de 2018, é reduzir as emissões carbono do transporte marítimo internacional em pelo menos 40% até 2030 (em comparação com 2008) e em pelo menos 50% até 2050 (também aqui face a 2008). As medidas políticas específicas que podem transformar esses compromissos em prática estão a ser analisadas pela IMO.

 

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