Enquanto a Maersk anuncia para meados de Novembro a redução de capacidade no Ásia-Europa, a MSC avisa que a partir da próxima semana será mais caro transportar cargas da Europa para o Extremo Oriente.

A MSC, número dois mundial no transporte marítimo de contentores, justifica os aumentos com a “forte procura de espaço e de equipamentos”.

A subida anunciada será de 100 dólares por contentor, seja de 20 ou de 40 pés, e aplicar-se-á a todas as cargas originárias da Europa (Norte da Europa, UK, Escandinávia, Báltico, Mediterrâneo Oriental e Ocidental e Mar Negro) e destinadas ao Extremo Oriente, incluindo a R.P. China, Japão, Coreia e Sudeste asiático.

Já a Maersk Line confirmou a intenção de suspender, a partir de meados de Novembro, o seu serviço AE9, entre o Extremo Oriente e a Europa, por tempo indeterminado. A companhia avisa que em Fevereiro, depois do Ano Novo Chinês, deverá voltar a cortar capacidade, para afeiçoar a oferta à procura e assim tentar manter a rendibilidade das operações.

Os últimos números do tráfego de mercadorias apontam para um abrandar dos envios do Extremo Oriente para a Europa, o que já está a pressionar em baixa os fretes. Isto depois de uma rápida recuperação dos volumes no primeiro semestre, acompanhado por um forte aumento da capacidade disponível.

O AE9 da Maersk responde por cerca de 10% capacidade disponibilizada pelo operador dinamarquês naquele tráfego.

Há dias a Grand Alliance (Hapag-Lloyd, NYK e OOCL) também anunciou a redução da frequência, de semanal para quinzenal, de um dos seus serviços (o denominado Loop D) entre a Ásia e a Europa. A alteração será para manter até Março do próximo ano.

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