O envio de cargas de exportação, da Europa para a Ásia, arrisca atrasos de até seis semanas, em consequência da decisão de vários operadores de suspenderem a aceitação de reservas de capacidade.

A Maersk e a CMA CGM serão os principais operadores envolvidos na decisão, justificada com a necessidade de escoar as mercadorias que se acumulam nos cais, por falta de capacidade de transporte.

A escassez de capacidade é, por sua vez, atribuída ao aumento das exportações europeias para a Ásia, verificada desde o início do ano, e também à redução da oferta por parte de vários operadores, num esforço para subirem os níveis dos fretes.

O nível dos fretes no Europa-Ásia é, precisamente, outro dos factores invocados por fontes do mercado para justificar a situação actual. Vários transportadores estarão a dar preferência ao reposicionamento de contentores vazios, para os terem disponíveis para carregar na Ásia, uma vez que os fretes no Ásia-Europa são bastante superiores aos praticados no sentido inverso, refere um operador logístico citado nos media especializados.

Um responsável da Maersk garantiu que tudo será feito para regularizar a situação o mais depressa possível, no máximo até ao final do próximo mês. A utilização de mais navios e a realização de escalas adicionais estarão entre as medidas contempladas.

Além da Maersk e da CMA CGM, também a OOCL, a Coscon e a CSCL estarão a limitar, ou terão mesmo suspendido a aceitação de reservas para cargas.

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