Ao arrepio da tendência de substituição de navios mais pequenos por maiores, os membros da aliança 2M anunciam a redução de capacidade no Ásia-Mediterrâneo.

msc

A Maersk Line e a MSC estão a preparar o regresso de navios de 6 500 TEU ao serviço AE6 / Condor (conforme as companhias), que liga o Extremo Oriente e o Norte da Europa, por troca com unidades de 9 500 TEU. Na forja está também a alteração da rotação de navios, devendo os portos do Mediterrrâneo ser os mais prejudicados.

A implementação das mudanças fica dependente do acordo das autoridades de regulação. Responsáveis da Maersk Line assumem que a oferta de capacidade passará a ter um carácter mais sazonal de modo a permitir uma melhor adaptação ao mercado.

Até agora, a não realização de algumas viagens tem sido a forma usada pela generalidade das companhias para lidarem com a fraca procura e a consequente baixa dos fretes. Esta seá a primeira vez que alguém decide substituir navios maiores por outros mais pequenos.

Curiosamente, a chegada a bom ritmo de navios de maiores dimensões a esta rota nos últimos anos elevou a capacidade média dos navios de 6 500 TEU para 9 500 TEU.

O movimento inverso levanta, além do mais, a questão do destino dos navios de 9 500 TEU que ficarão sem serviço.

 

 

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