Se tudo correr pelo melhor, a 11 de Outubro a Maersk Line e a MSC ficarão a saber se podem avançar com a aliança 2M, como planeado, no início de 2015.

11 de Outubro é quando termina o prazo de 45 dias para a Comissão Marítima Federal (FMC) dos EUA se pronunciar sobre os termos da nova parceria, que se assume como um puro VSA (Vessel Share Agreement). Uma condição que dispensa as autorizações da União Europeia e da R.P. China, segundo os responsáveis das duas companhias.

Recorde-se que foram as autoridades de Pequim que inviabilizaram a aliança P3 tentada pela Maersk Line, MSC e CMA CGM. Washington deu-lhe “luz verde” e Bruxelas não se lhe opôs.

O dossier apresentado pelos promotores da 2M abrange apenas os tráfegos de/para os EUA. Em causa estará a partilha da capacidade de 97 navios, com capacidades entre os 4000 e os 13 000 TEU (os maiores navios a escalar os EUA actualmente são de 14000 TEU). Mas previsto está também o aumento da oferta até aos 130 navios e aos 19200 TEU.

A Maersk Line e a MSC querem implementar a 2M à escala global logo no início de 2015. O VSA abrangerá os tráfegos Ásia-Europa, Trans-Atlântico e Trans-Pacífico e envolverá uns 185 navios, com uma capacidade agregada de 2,1 milhões de TEU.

O acordo será para vigorar durante dez anos, renováveis.

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