Como se previa, a Maersk exerceu a primeira opção de compra de porta-contentores de 18 000 TEU, elevando para 20 unidades e 3,8 mil milhões de dólares o contrato firmado em Fevereiro com a Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering.

Os primeiros dez navios deverão ser entregues entre 2013 e 2014. Os segundos estão agendados para 2014-2015. Até lá, a Maersk prevê que o tráfego mundial de contentores marítimos cresça a um ritmo anual de 5-8%.

O contrato prevê ainda uma segunda opção para mais dez navios de 18 000 TEU, que terá de ser exercida até 31 de Dezembro deste ano. Eivind Kolding, CEO da companhia, diz ser ainda cedo para tomar uma decisão.

Os novos Triple E, como foram baptizados, serão maiores, mais eficientes, mais ecológicos e mais económicos que qualquer navio da actualidade, garantem os seus criadores. Com os seus 400 metros de comprimento, transportarão mais 16% de contentores que o Emma Maersk, por exemplo, mas consumirão menos e poluirão menos, navegando a uma velocidade comercial de 19 nós.

Comparadas com esta outras encomendas parecem de reduzida dimensão, mesmo se respeitam a outros gigantes dos mares. A NOL confirmou a encomenda de dois navios de 9 200 TEU e dez navios de 14 000 TEU, num contrato de 1,54 mil milhões de dólares.

Cinco dos navios de 14 000 TEU serão fretados à MOL (parceira da NOL na ew World Alliance) que, por sua vez, encomendou mais dois navios de 8 600 TEU, para serem entregues em 2013.

Confirma-se assim a corrida à capacidade, com efeitos imprevisíveis no balanceamento da oferta e da procura no transporte marítimo de contentores, como têm avisado vastas vezes inúmeros analistas.

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