Depois da MSC, também a Maersk Line e a CMA CGM anunciaram sobretaxas de combustível de emergência para reduzir o impacto da alta do crude.

Com a tonelada do bunker nos 440 dólares na Europa, o valor mais elevado desde 2014, não há economias de escala e reduções de custos que resistam. Desde 2018, o preço do combustível marítimo já subiu cerca de 20%, tornando pouco eficazes os conhecidos BAF.

Em consequência, a Maersk Line anunciou já para o próximo 1 de Junho a cobrança de uma sobretaxa de combustível de emergência. Considerando o actual preço do bunker, a sobretaxa será de 120 dólares/FFE.

A sobretaxa duplicará para 240 dólares/FFE no caso de o preço da tonelada de bunker atingir os 530 dólares. Na inversa, caso se verifique uma correcção de preços do combustivel até aos 370 dólares/tonelada a sobretaxa deixará de ser cobrada, explicitou a companhia, número um mundial no transporte marítimo de contentores.

CMA CGM piora resultados

Tal como a Maersk Line, também a CMA CGM anunciou uma sobretaxa de combustível, mas tal como a MSC ainda não avançou pormenores sobre a mesma.

O anúncio decorre da alta do preço do combustível e foi feito por Rodolphe Saadé no âmbito da apresentação dos resultados do primeiro trimestre. Que ficaram muito aquém dos do período homólogo de 2017.

Na verdade, apesar do aumento de 15% nos volumes transportados, que permitiram uma subida de 17,1% no volume de negócios (para 5,4 mil milhões de dólares), o EBIT caiu de 252 milhões de dólares para 88 milhões e a margem operacional caiu de 5,5% para apenas 1,6%.

 

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