A Maersk Line anunciou um resultado líquido de 37 milhões de dólares no primeiro trimestre de 2015, muito longe dos 714 milhões publicados há um ano por esta altura.

SInes - Maersk Line

Entre Janeiro e Março, e num contexto de reduzida procura (o tráfego mundial de contentores cresceu apenas 1%), a Maersk Line até conseguiu transportar mais 7% de contentores (2,4 milhões contra 2,2 milhões de FEU). Mas a tarifa média afundou 26%, para 1 857 dólares/FEU (2 493 dólares no primeiro trimestre de 2015), consequência da apatia do mercado e da baixa do preço do combustível.

Os custos operacionais unitários também caíram (só o preço da tonelada do combustível caiu de 358 para 178 dólares) mas apenas 16%, para 2 060 dólares/FEU.

Em consequência, o volume de negócios da Maersk Line recuou 20%, em termos homólogos, no primeiro trimestre, de 6,26 mil milhões para 4,97 mil milhões de dólares. O EBITDA caiu de 1,2 mil milhões para 486 milhões de dólares. E o resultado líquido afundou 95% para 37 milhões de dólares (714 milhões no Q1 de 2015).

Mercado mundial sem melhorias à vista

Para o resto do ano, a companhia dinamarquesa reforça o aviso de que os resultados ficarão muito longe dos 1,3 mil milhões de dólares de 2015, não prevendo uma alteração significativa das condições do mercado, mormente nos segmentos em que está mais exposta: Europa, América do Norte e América Latina.

O tráfego mundial de contentores deverá crescer 1-3%, prevê, e o objectivo é, pelo menos, acompanhar o mercado para não perder quota.

No final de Março, a Maersk Line tinha inactivos, por falta de trabalho, quatro porta-contentores com uma capacidade agregada de 34 mil TEU. O equivalente a 2% da frota mundial paralisada.

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